Antes de qualquer comparação, uma coisa que você precisa saber: eu sou o criador do ALVA OBRAS. Leia este texto sabendo disso. Vou tentar ser honesto sobre o que cada ferramenta faz bem — inclusive onde as outras ganham da minha — mas o filtro é meu.
Dito isso, a história.
O caderno do mestre
Por uns vinte anos, a gestão das minhas obras cabia em três lugares: a planilha do escritório, o grupo de WhatsApp e o caderno do mestre.
Funcionava. Até o dia que não funcionou.
Uma obra estourou o orçamento — bem estourada — e eu só fiquei sabendo três semanas depois, quando a planilha foi atualizada. Três semanas em que o dinheiro saiu, o prazo correu e eu achava que estava tudo sob controle. O problema não era falta de informação. A informação existia: estava no caderno do mestre, em áudio de WhatsApp de 4 minutos, numa nota fiscal no bolso do encarregado. Só que ela chegava em mim tarde, incompleta e sem foto.
E olha que software não faltava.
O Sienge: 15 anos de escritório bem resolvido
O Sienge eu uso há uns 15 anos — e uso até hoje, em todas as empresas do grupo, não só na construção. Não vou falar mal dele porque não tenho do que falar mal: é o ERP de referência da construção civil brasileira, está no mercado desde os anos 1990, e a parte financeira é completa de verdade. Completa e complexa, como tem que ser pra quem faz o que eu faço.
Explico: a gente vende apartamento em 60 meses e lote em 120 meses. São centenas de boletos com reajuste futuro, em várias empresas, por dez anos. Isso ninguém controla em app de celular. O Sienge faz, e faz bem. Eu não posso largar dele — nem quero.
Só que ele foi feito pra gente de escritório. Não pra gente de obra. E eu tentei — tentei de verdade usar o módulo de obras do Sienge. É super completo e super complexo: pensado pra obra de grande porte, com uma pessoa do escritório alimentando o sistema. Exige implantação, treinamento, processo. O mestre nunca abriu o Sienge e nunca vai abrir — e está certo, não é pra ele.
Então eu tinha o melhor ERP do setor rodando a empresa inteira… e continuava descobrindo a obra três semanas depois. Porque o que acontece no canteiro às sete da manhã — caminhão de concreto atrasado, pedreiro que faltou, EPI vencido — não nasce no escritório. Nasce na obra. E só entrava no sistema dias depois, pelas mãos de alguém digitando.
O Mais Controle: a tentativa de chegar no canteiro
Uns dois anos atrás eu fui atrás de resolver exatamente isso: ter controle do canteiro, não do escritório. Testei e usei o Mais Controle, que é um software feito pra construtora pequena e média, com financeiro, compras e diário de obra.
O app é bonito. Isso eu reconheço. Mas na minha operação ele travou em dois pontos: limita o uso — a forma de entrar e o que cada pessoa pode fazer não acompanhava o jeito que a obra funciona — e é complexo demais pra quem vive o canteiro. Encarregado, pedreiro, almoxarife: gente que resolve problema o dia inteiro, mas que não vai parar pra preencher formulário com dez campos no celular.
Resultado: de novo o mestre ficou de fora, de novo o dado chegou por áudio, de novo alguém digitou depois. Trocar o escritório de lugar não resolve o canteiro.
Uma dúzia de apps da loja
Aí eu fiz o que todo mundo faz: fui na loja e baixei o que tinha. Uns doze apps de "gestão de obra", "diário de obra", "controle de obra". Testei cada um durante o período grátis, com minha equipe real.
Eu não vou citar nome aqui, mas vou dizer o padrão, que se repetiu em quase todos:
- O preço não aparecia antes do cadastro. Você baixa, cadastra, usa trinta dias, e só então descobre quanto custa. Alguns pediam CPF e data de nascimento antes de mostrar uma tela.
- Cobrança por usuário. Cada pessoa que entra é mais uma mensalidade. Numa obra com mestre, encarregado, almoxarife, dois empreiteiros e um administrativo, a conta vira seis vezes o preço anunciado. Na prática, o dono cadastra só ele e o mestre fica de fora — de novo.
- E-mail e senha pra todo mundo. O operário que bate ponto precisa criar conta com e-mail. Metade da minha equipe de campo não tem e-mail que abra no celular.
- Os dados somem quando o teste acaba. Testei um deles numa obra de verdade durante trinta dias. Quando o período grátis terminou, o app bloqueou tudo — inclusive os relatórios que eu já tinha feito. Entreguei aquela obra sem conseguir emitir o diário final.
Nenhum desses apps era ruim de propósito. Eles só foram feitos pelo lado errado: do escritório pra obra, quando a informação nasce da obra pro escritório.
O que eu queria e não existia
Depois de tudo isso, eu sabia exatamente o que faltava. Não era mais um sistema completo — eu já tinha o Sienge pra isso. Era algo simples e prático, que não gerasse atrito com quem vive a obra. Cabia em cinco linhas:
- A obra inteira entra — mestre, operário, almoxarife, empreiteiro — sem e-mail, sem senha complicada, sem pagar por pessoa. Cada um usa, e os dados de todos chegam juntos no mesmo lugar.
- Não sabe escrever? Fala. O mestre dita o que aconteceu e o diário se escreve. Dois toques pra bater ponto, uma foto pra abrir urgência.
- O dado nasce no canteiro, com foto, hora e GPS, e aparece pro dono em segundos — não três semanas depois.
- O preço está na cara antes de qualquer cadastro.
- Quando o teste acaba, o que você registrou continua seu: leitura e PDF nunca bloqueiam.
Como não existia, eu construí. Não como startup olhando o setor de fora — como engenheiro que precisava daquilo na obra de segunda-feira.
O ALVA OBRAS nas minhas obras primeiro
O app rodou na Construmad e na Construtora JLM antes de ir pra loja. Com mestre, encarregado e equipe dando palpite em cada botão. Cada tela tem uma razão: alguém já perdeu dinheiro ali.
O mestre entra com código da empresa + PIN de 4 números. Bate ponto com GPS, lança o diário com foto ou por voz, abre urgência, atualiza o % do cronograma. O almoxarife controla material. O empreiteiro lança a medição dele — sem ver preço de ninguém. O cliente acompanha a obra por um link no WhatsApp, sem baixar nada. E eu vejo tudo no celular ou no computador, no mesmo dia.
Hoje o ALVA OBRAS está em mais de 300 empresas — construtoras pequenas e médias, engenheiros que tocam obra de terceiros e gente construindo a própria casa. O preço está no site antes do cadastro: 15 dias grátis sem cartão, depois R$ 79,90/mês ou R$ 799/ano por obra, e a equipe inteira entra sem custo por usuário.
O que cada um resolve (sendo justo)
| Pra quem é | Onde ganha | Onde não me atendeu | |
|---|---|---|---|
| Planilha + WhatsApp | Qualquer um, começo | Custo zero, todo mundo sabe usar | Dado chega atrasado e sem foto; ninguém confere |
| Sienge | Construtora e incorporadora, lado corporativo | Financeiro completo (vendas em 60/120 meses, reajustes, várias empresas), referência do setor | Feito pra escritório; o mestre nunca vai abrir |
| Mais Controle | Construtora pequena e média | App bonito, financeiro e compras organizados | Limita o uso e é complexo pra quem vive o canteiro; equipe de campo ficou de fora |
| Apps da loja (maioria) | Dono de obra | Fáceis de começar | Preço escondido, cobrança por usuário, dados presos no fim do teste |
| ALVA OBRAS | Obra pequena e média, do canteiro pra cima | Obra inteira por PIN sem custo por usuário, dado nasce no canteiro, cliente por link | Não é ERP: não faz incorporação, contratos nem contabilidade |
Repara na última linha: eu continuo usando o Sienge, e vou continuar — boleto de 120 meses com reajuste não se controla em app de celular. O ALVA OBRAS não substitui o ERP; ele entra onde o ERP não chega: a mão do mestre, no canteiro, na hora em que a coisa acontece. Um cuida do escritório, o outro cuida da obra. Os dois convivem na minha construtora até hoje.
A pergunta certa
Se você está escolhendo software de obra, a pergunta não é "qual é o melhor app". É: onde está a minha dor — no escritório ou no canteiro?
Se é no escritório, um ERP resolve. Se é no canteiro — se você também descobre a obra três semanas depois — você precisa de uma ferramenta que a obra inteira consiga usar. Essa foi a que eu não achei e tive que fazer.
Testa 15 dias, sem cartão, em alvaobras.com.br. Se não encaixar na sua operação, seus relatórios continuam abrindo. Isso eu garanto — porque foi a primeira coisa que eu quis consertar.
Leia também: Erro #002 — Você molha o concreto depois de concretar? (a série Erros de Obra começou por isso: o dado que não chega)
Sobre o autor: Cristiano Goulart Duarte é engenheiro civil, empresário da construção, criador do ALVA OBRAS e autor do livro "5 Passaportes e Um Destino". Acompanhe no @engenharianapratica.io
Perguntas rápidas
Qual é o melhor app de gestão de obra para construtora pequena?+
Depende de onde está a sua dor. Se o problema é o escritório (financeiro, contratos, incorporação), um ERP como o Sienge resolve. Se o problema é o canteiro — saber hoje o que aconteceu na obra, com foto, sem depender de áudio de WhatsApp — você precisa de um app que o mestre e o operário consigam usar. Foi por não achar isso pronto que eu criei o ALVA OBRAS.
Mais Controle ou Sienge: qual escolher?+
São produtos diferentes. O Sienge é um ERP completo, feito pra gente de escritório: financeiro robusto o bastante pra controlar vendas em 60 ou 120 meses com reajuste, em várias empresas — uso há 15 anos e não largo. O Mais Controle é um software de gestão de obra pra construtora pequena e média, bonito, mas que na minha operação limitou o uso e se mostrou complexo pra quem vive o canteiro. Nenhum dos dois resolveu a equipe de campo entrar.
Por que os apps de obra não funcionam no canteiro?+
Na maioria, porque foram feitos pro gestor, não pra equipe. Exigem e-mail e senha, cobram por usuário, e o mestre acaba de fora. Aí o dado continua chegando por ligação e áudio de WhatsApp — e o app vira mais uma planilha que alguém digita depois, no escritório.
O que o ALVA OBRAS faz diferente?+
Toda a equipe entra: mestre, operário, almoxarife, empreiteiro, cada um com código + PIN de 4 números, sem e-mail e sem custo por pessoa. O diário sai do canteiro com foto (ou por voz), o ponto é por GPS, o cliente acompanha a obra por link. Preço visível antes do cadastro e os dados nunca ficam presos quando o teste acaba.
Quantas empresas usam o ALVA OBRAS?+
Mais de 300 empresas, entre construtoras pequenas e médias, engenheiros que gerenciam obra de terceiros e pessoas construindo a própria casa. Ele rodou primeiro nas obras da Construmad e da Construtora JLM antes de ir pra loja.
Vale a pena trocar o Sienge pelo ALVA OBRAS?+
Não é troca — é camada. Eu continuo usando o Sienge pro lado corporativo: várias empresas, boletos com reajuste futuro, vendas em 60 e 120 meses. O ALVA OBRAS entra onde o ERP não chega: a mão do mestre, no canteiro, sem fricção — quem não sabe escrever, fala. Os dois convivem. E o teste de 15 dias, sem cartão, vale a pena pra ver se encaixa na sua obra.
Sua obra ainda roda no feeling, na planilha e no WhatsApp?
O ALVA OBRAS põe a obra inteira no celular — diário, ponto com GPS, NR-6/NR-7 e relatório no seu WhatsApp todo dia. Feito por engenheiro com +100 mil m² de obra construída.
Conhecer o ALVA OBRAS →
Escreve sobre o dia a dia real do canteiro. Autor do livro “5 Passaportes e Um Destino” e criador do app de gestão de obra ALVA OBRAS.
