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Usei o Mais Controle, uso o Sienge, testei uma dúzia de apps de obra — e acabei criando o meu

CD
Engenheiro civil · 07 de outubro de 2026 · 7 min de leitura
Usei o Mais Controle, uso o Sienge, testei uma dúzia de apps de obra — e acabei criando o meu

Antes de qualquer comparação, uma coisa que você precisa saber: eu sou o criador do ALVA OBRAS. Leia este texto sabendo disso. Vou tentar ser honesto sobre o que cada ferramenta faz bem — inclusive onde as outras ganham da minha — mas o filtro é meu.

Dito isso, a história.

O caderno do mestre

Por uns vinte anos, a gestão das minhas obras cabia em três lugares: a planilha do escritório, o grupo de WhatsApp e o caderno do mestre.

Funcionava. Até o dia que não funcionou.

Uma obra estourou o orçamento — bem estourada — e eu só fiquei sabendo três semanas depois, quando a planilha foi atualizada. Três semanas em que o dinheiro saiu, o prazo correu e eu achava que estava tudo sob controle. O problema não era falta de informação. A informação existia: estava no caderno do mestre, em áudio de WhatsApp de 4 minutos, numa nota fiscal no bolso do encarregado. Só que ela chegava em mim tarde, incompleta e sem foto.

E olha que software não faltava.

O Sienge: 15 anos de escritório bem resolvido

O Sienge eu uso há uns 15 anos — e uso até hoje, em todas as empresas do grupo, não só na construção. Não vou falar mal dele porque não tenho do que falar mal: é o ERP de referência da construção civil brasileira, está no mercado desde os anos 1990, e a parte financeira é completa de verdade. Completa e complexa, como tem que ser pra quem faz o que eu faço.

Explico: a gente vende apartamento em 60 meses e lote em 120 meses. São centenas de boletos com reajuste futuro, em várias empresas, por dez anos. Isso ninguém controla em app de celular. O Sienge faz, e faz bem. Eu não posso largar dele — nem quero.

Só que ele foi feito pra gente de escritório. Não pra gente de obra. E eu tentei — tentei de verdade usar o módulo de obras do Sienge. É super completo e super complexo: pensado pra obra de grande porte, com uma pessoa do escritório alimentando o sistema. Exige implantação, treinamento, processo. O mestre nunca abriu o Sienge e nunca vai abrir — e está certo, não é pra ele.

Então eu tinha o melhor ERP do setor rodando a empresa inteira… e continuava descobrindo a obra três semanas depois. Porque o que acontece no canteiro às sete da manhã — caminhão de concreto atrasado, pedreiro que faltou, EPI vencido — não nasce no escritório. Nasce na obra. E só entrava no sistema dias depois, pelas mãos de alguém digitando.

O Mais Controle: a tentativa de chegar no canteiro

Uns dois anos atrás eu fui atrás de resolver exatamente isso: ter controle do canteiro, não do escritório. Testei e usei o Mais Controle, que é um software feito pra construtora pequena e média, com financeiro, compras e diário de obra.

O app é bonito. Isso eu reconheço. Mas na minha operação ele travou em dois pontos: limita o uso — a forma de entrar e o que cada pessoa pode fazer não acompanhava o jeito que a obra funciona — e é complexo demais pra quem vive o canteiro. Encarregado, pedreiro, almoxarife: gente que resolve problema o dia inteiro, mas que não vai parar pra preencher formulário com dez campos no celular.

Resultado: de novo o mestre ficou de fora, de novo o dado chegou por áudio, de novo alguém digitou depois. Trocar o escritório de lugar não resolve o canteiro.

Uma dúzia de apps da loja

Aí eu fiz o que todo mundo faz: fui na loja e baixei o que tinha. Uns doze apps de "gestão de obra", "diário de obra", "controle de obra". Testei cada um durante o período grátis, com minha equipe real.

Eu não vou citar nome aqui, mas vou dizer o padrão, que se repetiu em quase todos:

  • O preço não aparecia antes do cadastro. Você baixa, cadastra, usa trinta dias, e só então descobre quanto custa. Alguns pediam CPF e data de nascimento antes de mostrar uma tela.
  • Cobrança por usuário. Cada pessoa que entra é mais uma mensalidade. Numa obra com mestre, encarregado, almoxarife, dois empreiteiros e um administrativo, a conta vira seis vezes o preço anunciado. Na prática, o dono cadastra só ele e o mestre fica de fora — de novo.
  • E-mail e senha pra todo mundo. O operário que bate ponto precisa criar conta com e-mail. Metade da minha equipe de campo não tem e-mail que abra no celular.
  • Os dados somem quando o teste acaba. Testei um deles numa obra de verdade durante trinta dias. Quando o período grátis terminou, o app bloqueou tudo — inclusive os relatórios que eu já tinha feito. Entreguei aquela obra sem conseguir emitir o diário final.

Nenhum desses apps era ruim de propósito. Eles só foram feitos pelo lado errado: do escritório pra obra, quando a informação nasce da obra pro escritório.

O que eu queria e não existia

Depois de tudo isso, eu sabia exatamente o que faltava. Não era mais um sistema completo — eu já tinha o Sienge pra isso. Era algo simples e prático, que não gerasse atrito com quem vive a obra. Cabia em cinco linhas:

  1. A obra inteira entra — mestre, operário, almoxarife, empreiteiro — sem e-mail, sem senha complicada, sem pagar por pessoa. Cada um usa, e os dados de todos chegam juntos no mesmo lugar.
  2. Não sabe escrever? Fala. O mestre dita o que aconteceu e o diário se escreve. Dois toques pra bater ponto, uma foto pra abrir urgência.
  3. O dado nasce no canteiro, com foto, hora e GPS, e aparece pro dono em segundos — não três semanas depois.
  4. O preço está na cara antes de qualquer cadastro.
  5. Quando o teste acaba, o que você registrou continua seu: leitura e PDF nunca bloqueiam.

Como não existia, eu construí. Não como startup olhando o setor de fora — como engenheiro que precisava daquilo na obra de segunda-feira.

O ALVA OBRAS nas minhas obras primeiro

O app rodou na Construmad e na Construtora JLM antes de ir pra loja. Com mestre, encarregado e equipe dando palpite em cada botão. Cada tela tem uma razão: alguém já perdeu dinheiro ali.

O mestre entra com código da empresa + PIN de 4 números. Bate ponto com GPS, lança o diário com foto ou por voz, abre urgência, atualiza o % do cronograma. O almoxarife controla material. O empreiteiro lança a medição dele — sem ver preço de ninguém. O cliente acompanha a obra por um link no WhatsApp, sem baixar nada. E eu vejo tudo no celular ou no computador, no mesmo dia.

Hoje o ALVA OBRAS está em mais de 300 empresas — construtoras pequenas e médias, engenheiros que tocam obra de terceiros e gente construindo a própria casa. O preço está no site antes do cadastro: 15 dias grátis sem cartão, depois R$ 79,90/mês ou R$ 799/ano por obra, e a equipe inteira entra sem custo por usuário.

O que cada um resolve (sendo justo)

Pra quem é Onde ganha Onde não me atendeu
Planilha + WhatsApp Qualquer um, começo Custo zero, todo mundo sabe usar Dado chega atrasado e sem foto; ninguém confere
Sienge Construtora e incorporadora, lado corporativo Financeiro completo (vendas em 60/120 meses, reajustes, várias empresas), referência do setor Feito pra escritório; o mestre nunca vai abrir
Mais Controle Construtora pequena e média App bonito, financeiro e compras organizados Limita o uso e é complexo pra quem vive o canteiro; equipe de campo ficou de fora
Apps da loja (maioria) Dono de obra Fáceis de começar Preço escondido, cobrança por usuário, dados presos no fim do teste
ALVA OBRAS Obra pequena e média, do canteiro pra cima Obra inteira por PIN sem custo por usuário, dado nasce no canteiro, cliente por link Não é ERP: não faz incorporação, contratos nem contabilidade

Repara na última linha: eu continuo usando o Sienge, e vou continuar — boleto de 120 meses com reajuste não se controla em app de celular. O ALVA OBRAS não substitui o ERP; ele entra onde o ERP não chega: a mão do mestre, no canteiro, na hora em que a coisa acontece. Um cuida do escritório, o outro cuida da obra. Os dois convivem na minha construtora até hoje.

A pergunta certa

Se você está escolhendo software de obra, a pergunta não é "qual é o melhor app". É: onde está a minha dor — no escritório ou no canteiro?

Se é no escritório, um ERP resolve. Se é no canteiro — se você também descobre a obra três semanas depois — você precisa de uma ferramenta que a obra inteira consiga usar. Essa foi a que eu não achei e tive que fazer.

Testa 15 dias, sem cartão, em alvaobras.com.br. Se não encaixar na sua operação, seus relatórios continuam abrindo. Isso eu garanto — porque foi a primeira coisa que eu quis consertar.


Leia também: Erro #002 — Você molha o concreto depois de concretar? (a série Erros de Obra começou por isso: o dado que não chega)

Sobre o autor: Cristiano Goulart Duarte é engenheiro civil, empresário da construção, criador do ALVA OBRAS e autor do livro "5 Passaportes e Um Destino". Acompanhe no @engenharianapratica.io

Perguntas rápidas

Qual é o melhor app de gestão de obra para construtora pequena?+

Depende de onde está a sua dor. Se o problema é o escritório (financeiro, contratos, incorporação), um ERP como o Sienge resolve. Se o problema é o canteiro — saber hoje o que aconteceu na obra, com foto, sem depender de áudio de WhatsApp — você precisa de um app que o mestre e o operário consigam usar. Foi por não achar isso pronto que eu criei o ALVA OBRAS.

Mais Controle ou Sienge: qual escolher?+

São produtos diferentes. O Sienge é um ERP completo, feito pra gente de escritório: financeiro robusto o bastante pra controlar vendas em 60 ou 120 meses com reajuste, em várias empresas — uso há 15 anos e não largo. O Mais Controle é um software de gestão de obra pra construtora pequena e média, bonito, mas que na minha operação limitou o uso e se mostrou complexo pra quem vive o canteiro. Nenhum dos dois resolveu a equipe de campo entrar.

Por que os apps de obra não funcionam no canteiro?+

Na maioria, porque foram feitos pro gestor, não pra equipe. Exigem e-mail e senha, cobram por usuário, e o mestre acaba de fora. Aí o dado continua chegando por ligação e áudio de WhatsApp — e o app vira mais uma planilha que alguém digita depois, no escritório.

O que o ALVA OBRAS faz diferente?+

Toda a equipe entra: mestre, operário, almoxarife, empreiteiro, cada um com código + PIN de 4 números, sem e-mail e sem custo por pessoa. O diário sai do canteiro com foto (ou por voz), o ponto é por GPS, o cliente acompanha a obra por link. Preço visível antes do cadastro e os dados nunca ficam presos quando o teste acaba.

Quantas empresas usam o ALVA OBRAS?+

Mais de 300 empresas, entre construtoras pequenas e médias, engenheiros que gerenciam obra de terceiros e pessoas construindo a própria casa. Ele rodou primeiro nas obras da Construmad e da Construtora JLM antes de ir pra loja.

Vale a pena trocar o Sienge pelo ALVA OBRAS?+

Não é troca — é camada. Eu continuo usando o Sienge pro lado corporativo: várias empresas, boletos com reajuste futuro, vendas em 60 e 120 meses. O ALVA OBRAS entra onde o ERP não chega: a mão do mestre, no canteiro, sem fricção — quem não sabe escrever, fala. Os dois convivem. E o teste de 15 dias, sem cartão, vale a pena pra ver se encaixa na sua obra.

Da teoria à prática

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O ALVA OBRAS põe a obra inteira no celular — diário, ponto com GPS, NR-6/NR-7 e relatório no seu WhatsApp todo dia. Feito por engenheiro com +100 mil m² de obra construída.

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Painel do app ALVA OBRAS — sua obra na palma da mão
CD
Cristiano Goulart Duarte
Engenheiro civil · Construmad e JLM · +100 mil m² de obra

Escreve sobre o dia a dia real do canteiro. Autor do livro “5 Passaportes e Um Destino” e criador do app de gestão de obra ALVA OBRAS.