A corrosão é um processo eletroquímico de deterioração e perda de material por reação com o meio ambiente. É espontâneo: os metais tendem a perder elétrons (oxidação) e se degradam — cada metal de um jeito. Até materiais nobres corroem em meios específicos: ouro e platina não resistem à mistura HCl + HNO₃; o aço inox AISI 304 sofre corrosão localizada na presença de cloretos (Cl⁻); o alumínio não resiste a HCl e NaOH; o titânio corrói em HF.
O que acelera a corrosão
O principal vilão é o contato com água e umidade. Somam-se fatores atmosféricos: umidade relativa, temperatura, intensidade e direção dos ventos, variações de temperatura/umidade e chuvas. Por isso a corrosão é muito mais intensa em áreas litorâneas: a névoa salina das ondas é levada pelo vento e se deposita nas fachadas da orla. Na prática, a eletricidade flui das áreas anódicas para as catódicas da superfície, e o anodo é corroído com a ajuda do eletrólito (a solução aquosa, como o ar muito úmido).
Como proteger: pinturas
As tintas anticorrosivas aumentam a durabilidade impedindo o processo. São de secagem ao ar, mono ou bicomponentes, de alto ou baixo sólidos, alta ou baixa espessura, à base de água ou de solvente. Para alto desempenho precisam de três propriedades: aderência, impermeabilidade e flexibilidade. Há três mecanismos de proteção:
Barreira. Toda tinta isola o metal do meio corrosivo, mas as mais eficientes são as mais espessas, com resinas de alta impermeabilidade e aderência. Como toda película é parcialmente permeável, quanto mais tempo a água, o oxigênio e os gases levarem para atravessá-la, melhor a tinta.
Inibição (passivação anódica). Tintas com pigmentos anticorrosivos que formam camadas isolantes junto ao metal quando os agentes corrosivos atravessam a película. Exemplos: zarcão, cromato de zinco, fosfato de zinco, silicato de cálcio.
Eletroquímica (proteção catódica). A tinta de fundo recebe um metal mais negativo, como o zinco (~95%), de modo que o substrato contate as partículas de zinco. São as chamadas galvanizações a frio.
Galvanização a fogo
A zincagem por imersão a quente é um revestimento obtido mergulhando o aço/ferro em banho de zinco fundido. Ferro e zinco reagem formando camadas de liga, cobertas por zinco puro ao retirar a peça. O resultado é proteção completa — por dentro e por fora — resistente a batidas e abrasão, com durabilidade de mais de 25 anos.
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