A escolha da fundação é uma decisão técnica que define a segurança e a durabilidade da estrutura. E ela começa com a avaliação do solo — é aí que entra a sondagem SPT, etapa imprescindível para entender a resistência do terreno. Veja os tipos mais empregados no Brasil.
Fundações profundas
1. Estacas. Transmitem a carga a camadas mais profundas e estáveis. Podem ser cravadas ou perfuradas, em vários comprimentos e seções:
- Moldadas in loco: executadas no próprio local, adaptam-se à geologia do terreno.
- Pré-moldadas de concreto: armadas ou protendidas, cravadas por percussão, vibração ou prensagem.
- Metálicas: seguem a NBR 6122, resistentes à corrosão, escolha robusta.
- De madeira: tradicionais em terrenos específicos (como as que sustentam Veneza); permanentes se tratadas.
2. Estacas de deslocamento. Não removem solo — deslocam o material ao serem introduzidas, compactando as paredes laterais e aumentando a resistência.
3. Tubulões. Para condições especiais (áreas alagadas, presença de água). A céu aberto ou com ar comprimido; a segurança na execução é crítica em ambiente pressurizado.
4. Hélice contínua. Perfuratriz com hélice acoplada à haste perfura sem retirar material; o concreto é injetado pelo tubo central enquanto a hélice sobe. Eficiente, rápida e com baixa vibração — ideal para áreas urbanas. (Hoje usamos bastante esse modelo nas nossas obras.)
Fundações rasas
Para cargas mais leves e solo com boa capacidade:
- Sapatas: a mais comum, base retangular ou trapezoidal, fácil de executar.
- Sapatas corridas: sob muro de carga, distribuem o peso linearmente.
- Sapatas associadas: quando várias colunas estão próximas (quase um radier parcial).
- Vigas baldrame: conectam as sapatas e distribuem o peso dos pilares.
- Blocos de fundação: concreto armado para cargas pontuais intensas.
Fundação para residências
Varia conforme projeto e solo: em região de mangue pode exigir radier ou fundação profunda; em condição normal, a sapata costuma ser o equilíbrio ideal entre custo e eficiência. Mas cada caso é um caso e merece estudo.
Independente do tipo, a concretagem é processo crítico: siga a especificação do engenheiro, evite contaminação do concreto e use fornecedor confiável.
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