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Cortinas de contenção: o que são, tipos e processo executivo

CD
Engenheiro civil · 09 de maio de 2022 · 4 min de leitura
Cortinas de contenção: o que são, tipos e processo executivo

As contenções resistem ao deslocamento de terra e à ruptura — necessárias quando um corte ou escavação piora a estabilidade do solo. Como a água é o principal fator de instabilidade, qualquer método de contenção exige um sistema de drenagem adequado. Há vários tipos (solo grampeado, muro de arrimo, gabião, cortina atirantada, crib-wall...); aqui o foco é a cortina de contenção.

O que é

Consiste em executar estacas sucessivas no terreno natural, formando uma “cortina” que mantém a estabilidade e permite a escavação. Pode ser por cravação (estaca pré-moldada) ou perfuração e concretagem no local. As estacas podem ser espaçadas, tangentes ou secantes, conforme as cargas. Como é executada antes da escavação, ao retirar a terra o perímetro já está protegido — daí a principal vantagem: segurança na escavação.

Tipos de estaca

Pré-moldadas (cravadas com bate-estaca) ou moldadas in loco (hélice contínua ou trado). Quando as estacas são esbeltas, usam-se elementos que trabalham à tração (barras ou tirantes) para contrapor os empuxos.

Processo executivo

  1. Preparar o terreno.
  2. Rebaixar o lençol freático, quando necessário.
  3. Executar as estacas (pré-moldadas ou in loco).
  4. Escavar (geralmente com hélice contínua/trado) até a profundidade de projeto.
  5. Executar a viga de coroamento.
  6. Ancorar ou escorar as estacas.
  7. Escavar para as vigas intermediárias e colocar ancoragens/escoramentos até a cota de fundo.
  8. Executar a superestrutura, quando houver.

Projeto e documentos

A execução deve respeitar as dimensões de projeto. Devem estar na obra: projeto arquitetônico, levantamento topográfico, relatório de sondagem, locação e profundidade das estacas, projeto de contenção e de armadura, e boletim de controle. Durante a execução, meça os deslocamentos e compare com os cálculos.

Quando não usar

Não é indicada para solo de baixa resistência mecânica, fraco organicamente, nem rocha muito dura. Quando cabe, tem método limpo, baixo ruído e vibração (in loco) e bom custo — com a segurança como maior vantagem. E, sempre: drenagem bem feita.

Da teoria à prática

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CD
Cristiano Goulart Duarte
Engenheiro civil · Construmad e JLM · +100 mil m² de obra

Escreve sobre o dia a dia real do canteiro. Autor do livro “5 Passaportes e Um Destino” e criador do app de gestão de obra ALVA OBRAS.